Neurocirurgia Pediátrica

Conheça mais sobre neurocirurgia pediátrica

Por que procurar um neurocirurgião pediátrico?

A neurocirurgia pediátrica é uma subespecialidade cirúrgica na neurocirurgia, que tem o foco em tratar as doenças especificamente relacionadas a faixa etária pediátrica.
Tratar uma doença do sistema nervoso de um bebê ou de uma criança tem uma série de diferenças em relação a tratar um adulto, além das próprias doenças serem diferentes e variarem em frequência ao longo dos anos de vida. Por exemplo, em adultos são comuns as doenças degenerativas da coluna (como hérnia de disco), já em crianças as doenças de coluna mais tratadas são tumores e malformações. Os próprios tipos de tumores em crianças e em adultos são diferentes em frequência, subtipos e localização. Além disso, as estruturas nervosas em crianças são menores e mais delicadas, mais difíceis de operar. As crianças são certamente ainda mais sensíveis a perdas sanguíneas e a hipotermia (perda de calor) durante uma cirurgia. Estes entre outros fatores, fazem com que o neurocirurgião que se propõe a trabalhar com crianças tenha um preparo especial para lidar com estas diversas particularidades. Por isso, estes profissionais estão muito mais preparados para lidar com as doenças neurocirúrgicas do seu filho.

No Brasil, embora qualquer neurocirurgião esteja habilitado a tratar também uma criança, a neurocirurgia pediátrica como subespecialidade vem crescendo cada vez mais. Hoje, a nossa sociedade: a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Pediátrica (SBNPed), é atuante e luta para que as crianças no Brasil tenham o cuidado neurocirúrgico com o melhor da tecnologia, da assistência e da qualidade dos profissionais.

 

Entrevista com a especialista

Você sabe que doenças o neurocirurgião pediátrico trata? Tire estas e outras dúvidas lendo o bate-papo abaixo:

 

Quando devo procurar um neurocirurgião pediátrico para o meu filho?

Dra Raquel Os pais devem buscar este especialista para seu filho sempre que houver alguma suspeita de doença de tratamento cirúrgico no sistema nervoso (cérebro ou coluna) ou malformação no sistema nervoso. Ele é o profissional que
avaliará se a doença em questão pode ou não ser corrigida com tratamento cirúrgico. Muitas vezes, a consulta com o neurocirurgião pediátrico ocorre pois outro médico que atende a criança, como um neurologista pediátrico ou o próprio pediatra, suspeita de alguma doença que necessite da avaliação ou acompanhamento do neurocirurgião.

 

 

 Quais doenças do sistema nervoso(cérebro e coluna) o neurocirurgião trata? 

 

Dra RaquelAs doenças mais frequentes tratadas pelo neurocirurgião pediátrico são:

1. Doenças congênitas / Malformações no sistema nervoso – Alterações na formação do sistema nervoso, como: agenesia de corpo caloso, esquizoencefalia, colpocefalia, encefalocele, Dandy-Walker, Chiari, acrania entre outras; e na coluna, como a mielocele, mielomeningocele, diastematomielia, hemivértebras, lipomielomeningocele, etc.

2. Doenças adquiridas na infância – cranioestenose, assimetrias cranianas (cabeça “torta”), hidrocefalia, doenças vasculares como moya-moya e AVC, tumores no cérebro ou na medula, cistos cerebrais, traumatismos cranianos, hemorragia da prematuridade, etc.

 

Mas todas estas doenças tem tratamento cirúrgico?

Dra RaquelNão necessariamente, nem todas as doenças vão precisar de cirurgia. Por exemplo, um cisto cerebral ou até mesmo um tumor podem ser acompanhados por anos pelo neurocirurgião pediátrico se ele não acreditar que há benefício com a cirurgia para o caso. O neurocirurgião pediátrico é o profissional mais habilitado para avaliar esta necessidade de cirurgia, fazendo o diagnóstico diferencial entre doenças semelhantes que precisam ou não de cirurgia. Um outro exemplo: a criança que apresenta a “cabecinha torta” pode ter uma cranioestenose, que precisa de cirurgia, ou uma assimetria posicional, que não precisa - recomenda-se que esta diferenciação seja feita por um profissional habilitado e especializado em tratar estas duas doenças.

 

 

Que doenças o neurocirurgião pediátrico não trata?

Dra RaquelAs doenças neurológicas de tratamento clínico, que não estão relacionadas com cirurgia, por exemplo: autismo, transtorno de déficit de atenção, dificuldade escolar, enxaqueca, doenças neuromusculares, crises convulsivas,
etc. Estas doenças são tratadas habitualmente pelo neurologista pediátrico (clínico). No entanto, algumas situações envolvem os cuidados dos dois profissionais: o neurologista pediátrico e o neurocirurgião pediátrico. Uma criança com atraso do desenvolvimento motor ou da fala pode ter um problema neurológico como a hidrocefalia, tratada pelo neurocirurgião, ou alguma síndrome neurológica, tratada pelo neurologista. Outro exemplo, uma criança com dor de cabeça ou crise convulsiva, pode ter um tumor cerebral, tratado pelo neurocirurgião, ou uma simples enxaqueca ou síndrome convulsiva, tratadas pelo neurologista. Por este motivo estes profissionais com muita frequência conversam e trabalham juntos pelo melhor tratamento das crianças.

 

 

Na sua opinião qual é a maior diferença entre o tratamento de doenças neurocirúrgicas em crianças e adultos?

Dra RaquelAlém das diferenças óbvias como a frequência de determinadas doenças que são muito mais comuns em crianças, e de diferenças anatômicas e riscos específicos de grandes cirurgias em crianças, para mim uma das coisas mais
importantes é a diferença entre lidar com pacientes crianças e adultos. Quando você trata de uma criança, trata de toda a família, pois não é a criança que te escolhe. Quem te escolhe como médico é a família, e não tem responsabilidade maior que cuidar de um filho, o bem mais precioso desta família.

Além disso, as crianças são pacientes excepcionais, não vejo força maior de recuperação em uma cirurgia que a vontade e a inocência da criança. Elas acreditam em magia, fazem de conta que há um pó mágico no soro delas, têm esperança, cruzam os dedos e fazem pedidos. E, por isso, são mais resistentes que os adultos, recuperam mais rápido, sobrevivem a coisas piores. Elas acreditam. Na neurocirurgia pediátrica, temos milagre e temos contos de fada.

Trabalhando com crianças e com adultos em diversas situações, como no caso de doenças oncológicas (tumores), vemos a força e o peso que “acreditar” tem no tratamento dia a dia. Tudo é possível quando acreditamos com todo nosso coração.

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